Foi a simples diferença de agenda e não
“providência divina” que tirou
Marina Silva do acidente de avião
que vitimou Eduardo Campos.
A nova presidenciável Marina Silva (PSB) gosta de se apresentar
como uma figura milenarista, messiânica. Uma espécie de Antônio
Conselheiro das novas gerações. E não é de hoje.
Disse ao então presidente Lula, para justificar sua saída do governo, que
teria ouvido a voz divina.
Agora se saiu com outra. “Sem entrar em detalhes”, conforme matéria
veiculada pelo Estadão, alegou que foi a providência divina que não
a fez embarcar no fatídico avião.
Na verdade, seu próprio grupo político, a Rede Solidariedade, desmentiu
os primeiros boatos, logo após a notícia da queda da aeronave com o
líder do PSB dentro, de que Marina Silva também teria sido vitimada
pelo acidente numa nota amplamente veiculada pela imprensa.
E a versão era bem mundana. Marina Silva seguia em agenda particular
distinta em São Paulo e só encontraria Eduardo Campos em Santos.
E não há qualquer menção sobre uma suposta alteração de agenda
de última hora. Da “mão superior”. Pelo contrário.
O que ganha Marina com essa história de que foi Deus
que a tirou do avião?
PS. Interessante é que nenhum jornal fez maiores indagações
sobre sua fala. Deu o discurso marineiro como fato.
.
Candidata à vice cumpria agenda particular em São Paulo
quando aeronave caiu na cidade de Santos nesta manhã

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